OFICINA

Resistência indígena no Santuário dos Pajés

Autora: Profa. Dra. Susane Rodrigues de Oliveira

 

 

TEMA

História Indígena no Distrito Federal (Brasília)

 

PÚBLICO ALVO

Estudantes do ensino fundamental (séries finais), EJA e Ensino Médio.

 

DURAÇÃO (TEMPO)

45 minutos a 1 hora.

OBJETIVOS

 

• Discutir com os alunos diferentes construções da histórica indígena, pautada no uso de fontes históricas distintas que direcionam o aluno para o desenvolvimento do pensamento histórico e a sua importância para a vida social;

• Proporcionar a compreensão do passado indígena a partir das evidências (indícios, pistas) disponíveis;

• Dar condições para que o aluno participe do processo de produção do conhecimento histórico sobre os indígenas do DF; • Contribuir na formação do estudante enquanto cidadão crítico;

• Promover um ensino de história centrado na historicidade e no protagonismo das sociedades indígenas;

• Valorizar os estudantes como protagonistas da realidade social e da História, e como sujeitos ativos no processo de aprendizagem;

• Ler, comparar, debater e interpretar fontes históricas;

• Propiciar reflexões sobre a relação presente-passado e criar situações didáticas para que o estudante conheça e domine procedimentos de como interrogar obras humanas do seu tempo e de outras épocas (BRASIL, 1998, p. 86);

• Discutir o modo como as representações dos indígenas, presentes nas narrativas históricas, podem interferir na constituição das identidades e relações sociais no passado e no presente;

• Produzir sentidos e significados para o passado, estimulando a imaginação histórica dos estudantes, por meio da produção de textos em sala de aula.

 

 

RECURSOS DIDÁTICOS

 

Folhas brancas (A4), lápis e borrachas, além de uma seleção de fontes históricas composta pela música “Chegança” de Antônio Nóbrega , um vídeo de reportagem de TV (Canal ESPN, 5 minutos)  e um envelope contento vários fragmentos de fontes históricas: cópias de três mapas (um anúncio publicitário da Terracap que localiza o Setor Noroeste, outro de como chegar ao Santuário e uma imagem de satélite produzida pela FUNAI mostrando a delimitação da reserva indígena do Santuário); uma charge do cartunista Mariosan sobre a demarcação de terras indígenas no Brasil; várias fotografias do Santuário dos Pajés e de indígenas presentes na época da construção de Brasília; trechos de reportagens de revistas online, sites  e blogs; trecho da Constituição de 1988 sobre os direitos indígenas à terra; trechos de cartas e documentos oficiais da FUNAI; trechos de depoimentos dos próprios indígenas do Santuário dos Pajés; pequenas reportagens sobre as manifestações indígenas em Brasília e pequenos trechos de estudos acadêmicos.

TAREFA

Olá, você sabia que em Brasília existe uma comunidade indígena que luta pelo direito à terra, no novo bairro Setor Noroeste, ao lado da Asa Norte? Esta comunidade, conhecida como “Santuário Indígena dos Pajés”, vem sofrendo muitas injustiças e violências. A vida destes indígenas não tem sido nada fácil. Eles necessitam que a sociedade reconheça seus direitos sobre a terra que eles ocupam desde a década de 1950. Nesta oficina, o seu grupo tem uma tarefa: escrever uma carta que poderá ser publicada num jornal de sua cidade, explicando por que estes indígenas devem ter seus direitos à terra reconhecidos. Para escrever uma boa carta vocês vão precisar se informar sobre o passado. Para isso, leiam com atenção as pistas que se encontram dentro deste arquivo. Mãos à obra!

 

MÚSICA: “Chegança” de Antonio Nóbrega (https://www.youtube.com/watch?v=-6uGwQLD6A4)

VÍDEO: Copa do mundo 2014 ameaça Santuário Indígena em Brasília (https://www.youtube.com/watch?v=TK6vgR4Z5uY)

 

FONTES HISTÓRICAS - Arquivo para download (PDF)

- Trecho da Constituição de 1988 sobre os direitos indígenas à terra;

- Trechos de cartas e documentos oficiais da FUNAI;

- Trechos de depoimentos dos próprios indígenas do Santuário dos Pajés;

- Pequenas reportagens sobre as manifestações indígenas em Brasília;

- Pequenos trechos de estudos acadêmicos sobre o tema.

- Mapas (um anúncio publicitário da Terracap que localiza o Setor Noroeste, outro de como chegar ao Santuário e uma imagem de satélite produzida pela FUNAI mostrando a delimitação da reserva indígena do Santuário);

- Charge do cartunista Mariosan sobre a demarcação de terras indígenas no Brasil;

- Fotografias do Santuário dos Pajés e de indígenas presentes na época da construção de Brasília;

- Trechos de reportagens de revistas online, sites e blogs.

PROCEDIMENTOS

Na primeira etapa da oficina, a turma deve ser dividida em grupos de quatro a cinco discentes. Os professores devem entregar para cada grupo um envelope com as fontes históricas. Dentro desse envelope haverá uma carta TAREFA (veja acima). Antes de iniciar a leitura (em grupo) das pistas (fontes históricas - veja no quadro ao lado)  que estão dentro do envelope, os discentes ouvem a música e assistem ao vídeo, mencionados acima. Depois eles se reúnem em grupo para fazer a leitura das pistas e escrever uma pequena carta de no máximo uma página. Após alguns minutos, os professores promovem em sala de aula a leitura coletiva das cartas produzidas pelos grupos e uma discussão sobre as diferenças e semelhanças entre as narrativas produzidas. Este debate serve para que os discentes percebam como funciona o processo de produção do conhecimento histórico, as múltiplas visões sobre o passado indígena e a importância da história na orientação das práticas sociais. Logo em seguida a oficina é encerrada. 

BIBLIOGRAFIA

OLIVEIRA, Susane Rodrigues de. História Indígena: Saberes Discentes, Práticas Escolares e Formação Docente no Distrito Federal. História & Perspectivas (Online), v. 53, p. 211-238, 2015. DOWNLOAD.

Laboratório de Ensino de História

Universidade de Brasília

Departamento de História

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